terça-feira, 6 de outubro de 2015

Os BLICS, a institucionalização dos emergentes.

   Quem são os BRICS? Para responder essa pergunta devemos voltar a 2001, quando os BRICS eram só BRIC e não passavam de apenas uma teoria de um grande economista chamado Jim O´Neil, Jim em 2001 conceituou pela primeira vez o acrônimo BRIC, que são as primeiras letras dos quatro maiores e mais promissores Estados emergentes segundo ele (Brasil, Rússia, Índia e China), segundo Jim esses quatro Estados emergentes tinham (E têm) grande potencial de crescimento econômico, na verdade Jim acreditava que em um período de no máximo 50 anos esses Estados seriam as maiores potências mundiais. Essa teoria de Jim ganhou força, e no ano de 2006, o grupo passou a ser um mecanismo internacional, quando o Brasil, Rússia, Índia e China decidiram dar um caráter diplomático a essa expressão na 61º Assembleia Geral das Nações Unidas. Veja que a Africa do Sul só entrou no grupo em 2011, a partir de então os BRIC passaram a ser conhecidos como os BRICS.
    

   Os BRICS recentemente fundaram o NBM (Novo Banco mundial) e pactuaram o Acordo Contingente de Reservas, sendo esses dois grandes passos para que a previsão de Jim se torne realidade mais cedo que o esperado. 
    O Acordo Contingente de Reservas tem como principal objetivo criar mais uma barreira de proteção financeira contra eventuais turbulências internacionais e ataques especulativos o Acordo pode ser visto, resumidamente, como um consórcio de reservas pelo qual os países membros se defendem de movimentos eventuais contra um deles, o que é bom tendo em vista as recentes flutuações das grandes bolsas, em especial a da China e a Dow Jones que repercutem nas demais bolsas mundiais, incluindo obviamente a Bovespa. 
   A iniciativa do Novo Banco de Desenvolvimento tem como ponto de partida a necessidade de novos recursos para projetos de desenvolvimento de interesse dos países do grupo BRICS e de outros com os quais se relacionam, tomando em consideração a limitação dos bancos multilaterais hoje existentes, como o Banco Mundial, que não libera muito facilmente capital para países emergentes.
   Os BRICS juntaram-se para criar algo novo sem o envolvimento dos EUA ou da Europa – mas isso não os torna anti-ocidentais por si só. Para o Brasil, a plataforma BRICS é uma maneira útil para facilitar a diversificação de suas parcerias e de se adaptar a uma ordem global mais multipolar. O Brasil não precisa mais escolher entre estar próximo dos Estados Unidos ou do mundo em desenvolvimento – ele deve ter fortes laços com ambas potências estabelecidas e emergentes. (Se bem que na opinião de quem vos fala, o Brasil deveria estreitar os laços com os Estados que constituem os BRICS, já que esses serão, sem dúvida alguma, as novas potencias mundiais até a metade desse século, VIVA OS BRICS!)


Dados interessantes:


   Os BRICS são responsáveis por 22% do PIB mundial e os Estados membros ostentam 46% da população mundial e 26% do território global. Rússia e Brasil são ricos em recursos naturais, China e Índia em mão de obra. A china já é considerada por alguns economistas a maior economia mundial (Vale lembrar que é uma corrente minoritária que a considera como tal).



Brasil

PIB (2012): US$ 2,246 trilhões
PIB per capita (2012): US$ 11.171
Desemprego (2012): 6,1%
População (2013): 201 milhões
Capital: Brasília
Moeda: Real

Rússia

PIB (2013): US$ 2,096 trilhões
PIB per capita (2013): US$ 14.604
Desemprego (2013): 5,5%
População (2013): 144 milhões
Capital: Moscou
Moeda: Rublo

Índia
PIB (2013): US$ 1,726 trilhão
PIB per capita (2013): US$ 1.418
Desemprego (2012-2013): 5,3%
População (2011): 1,211 bilhão
Capital: Nova Delhi
Moeda: Rúpia

China

PIB (2013): US$ 9,185 trilhões
PIB per capita (2013): US$ 6.768
Desemprego (2013): 4,1%
População (2013): 1,357 bilhão
Capital: Pequim
Moeda: Yuan

África do Sul

PIB (2012): US$ 382 bilhões
PIB per capita (2011): US$ 7.810
Desemprego (2012): 25,1%
População (2011): 52 milhões
Capital: Pretória
Moeda: Rand

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