sábado, 6 de junho de 2015

A participação subjetiva de cada indivíduo em sua própria cultura.

   Vivemos no Brasil, assim sendo todos participamos de uma mesma cultura, a cultura brasileira. Fazer parte de uma mesma cultura, não significa que todos os brasileiros têm os mesmos gostos, valores, ideologias, fé e etc. É impossível que todos os membros de um determinado grupo, ainda mais quando se trata de um grupo tão grande quantos cidadãos brasileiros, compartilhem exatamente o mesmo comportamento e a mesma visão de mundo, ou seja, é impossível que todos tenham exatamente a mesma ótica de mundo. 


   Então os brasileiros tem cultura diferente entre si, certo? Errado, a divergência cultural brasileira não significa que a CULTURA entre os brasileiros é diferente, na verdade é a mesma cultura, o que difere é que cada um participa de um jeito diferente dentro dessa cultura. Isso ocorre porque(?) uma pessoa sozinha não pode conhecer e dominar todos os conhecimentos, história e conjunto de valores do seu próprio povo.

   Em nosso processo de endocuturação classificamos e separamos os traços mais importantes da nossa cultura, ou seja, da cultura brasileira, para sermos aceitos em nosso próprio grupo social, ou seja, tiramos os traços culturais que farão sermos mais aceitos no grupo de paulistas, ou no grupo de jovens de classe média, ou no grupo de moradores do subúrbio da cidade, enfim, retiramos e escolhemos os traços culturais que nos farão melhor vistos nos diversos grupos dos quais fazemos partes. Pelo fato do Brasil ser grande territorialmente, e ter quase 150 milhões de habitantes, são quase uma infinidade de grupos que existem nessa sociedade e cada grupo considera “melhor” esse ou aquele traço cultural.

Quais os critérios se baseiam essas diferenças individuais?

1° Idade.
Uma criança não está apta a exercer as mesmas funções que os adultos, assim sendo os valores e a visão de mundo, que são características culturais, se difere de criança para adulto.

Um exemplo clássico é que uma criança de 15 anos não está apta a fazer uso de drogas lícitas, porém, um adulto de 18 já é judicialmente apto a fazer uso das mesmas. Uma criança de 12 anos não pode dirigir um carro, porém, um adulto de 18 já pode.

Repare que as diferenças subjetivas entre cada indivíduos brasileiro, no caso adulto e criança, não significa que a cultura da criança e a cultura do adulto sejam diferentes, na verdade é a mesma, o que mudou é que a criança e o adulto participa de modo diferente dessa.

2° As diferenças baseadas na possibilidade de todos receberem os mesmos traços culturais.

Durante nossa vida, cada um recebe traços culturais semelhantes e ao mesmo tempo diferentes dos demais, alguns traços são reforçados enquanto outros não. Isso pode ser uma escolha do próprio individuo ou pode ser imposto pela sociedade da qual faz parte.

Um exemplo para esclarecer: Eisntein era um gênio na física, mas já ficou provado que não era tão bom em matemática e provavelmente um péssimo pintor de arte abstrata e duvido muito que fosse capaz de dançar PSY.

3° Classe social.

   Nas sociedades que diferenciam os indivíduos de acordo com o pertencimento a determinadas classes sociais, existem tendências e limites para a socialização, que impede aqueles que estão mais abaixo na pirâmide social, tenham acesso à mesma cultura daqueles situados acima.

   Um bom exemplo é o tal funk, um ritmo “musical” com letras horríveis que apoiam a desvalorização da mulher colocando-a como um simples objeto de consumo ou letras que incitam a ostentação de luxos e bens matérias como forma de se impor respeito é um ritmo “musical” que faz muito sucesso entre os jovens da classe pobre e classe média, enquanto jovens da elite preferem ouvir MPB.

   Lembrando que nem todos os jovens da classe média e baixa tem o funk como preferência musical, mas sim a maioria.