domingo, 25 de outubro de 2015

Brasil, a queda do gigante!



A economia


Durante o primeiro governo Dilma (2011-14), a economia brasileira cresceu, em média, 1,2% ao ano, percentual menor do que o registrado pela maioria dos vizinhos sul-americanos.

Ao mesmo tempo, os gastos públicos aumentaram e, em 2014, o Brasil não conseguiu cumprir sua meta fiscal pela primeira vez desde 1997 (Pergunta, o que houve no Brasil em 2014 que fez os gastos públicos subirem tanto?). No mesmo ano em que Dilma conseguiu se reeleger, a dívida pública do país chegou a 63% do PIB. O percentual pode parecer pequeno se comparado aos 175% da Grécia ou aos 227% do Japão.

Porém, a alta taxa de juros do país, em torno de 12%, tornou mais cara a concessão de crédito. Para que o setor de negócios e os consumidores conseguissem crédito a juros menores, os bancos públicos passaram a subsidiar os empréstimos. Assim, o crédito era oferecido a taxas menos exorbitantes. Esse subsídio passou de 40% em 2010, para 55% em 2014.





Dívida pública, taxa de juros e inflação


À medida que o governo foi afrouxando a política fiscal, o Banco Central (BC) reduziu sua taxa de juros, o que gerou um aumento da inflação. Em março de 2014, o BC tornou a elevar a taxa de juros, fixando-a em 12,75%, percentual maior do que o registrado antes da redução. Na mesma época, a intromissão do governo nos negócios prejudicou o setor privado. A soma desses fatores fez a confiança do investidor despencar.



O caro leitor deve se questionar "Qual é o problema que ocasionou essa queda?", a resposta é: Declínio da ética e moral tanto dos administradores públicos quanto da própria sociedade. Há quem refute essa tese e simplesmente culpe a satânica Dilma ou os "Petralhas", mas basta analisar a própria sociedade para encontrar o problema que a muito a afeta: O BRASILEIRO NÃO SE PREOCUPA COM O BEM COMUM. A cultura Brasileira, em geral, é de conseguir ascensão econômica subjetiva não importando as consequências. O brasileiro não quer, ou não se importa com os outros membros da sociedade. A partir do memento que adquire uma vida confortável, o bem estar do outro se torna fútil. Essa cultura, ao contrário do que muitos pensam, não é própria apenas dos políticos, mas é sim encontrada em todos os setores da sociedade.
Enquanto a cultura brasileira for tão pobre, enquanto os brasileiros continuarem não se importando com o próximo, a nossa realidade política e econômica será a mesma, afinal A POLÍTICA REFLETE A ÉTICA DO POVO. 

Israel e Palestina, uma luta infindável?


Quase que diariamente os jornais do mundo inteiro noticiam os infindáveis ataques mútuos (Porém desproporcionais) entre israelenses e palestinos e as diversas iniciativas internacionais de tentar promover, sem sucesso, a paz entre os dois povos. O conflitos entre árabes e judeus, apesar de atuais, têm origem milenar e carregam uma longa história de desavenças religiosas e de disputa de terras. Desde os tempos bíblicos, judeus e árabes, que são dois entre vários povos semitas, ocuparam partes do território do Oriente Médio. Como adotavam sistemas religiosos diversos, eram comuns as divergências, que se agravaram ainda mais com a criação do islamismo no século VII, conta Alexandre Hecker.

O conflito mais recente entre os dois povos se intensificou a partir da Primeira Guerra Mundial, quando se deu o fim do Império Otomano, e a Palestina, que fazia parte dele, passou a ser administrada pela Inglaterra. A região possuía 27 mil quilômetros quadrados e abrigava uma população árabe de um milhão de pessoas, enquanto os habitantes judeus não ultrapassavam 100 mil. A Inglaterra apoiava o movimento sionista, criado no final do século 19 com o objetivo de fundar um Estado judaico na região da Palestina, considerada o berço do povo judeu. Segundo Alexandre, o papel dos ingleses naquele momento era o de criar esse "lar nacional" para os judeus, que vinham sofrendo perseguições e violências em todo o mundo, mas sem violar os direitos dos palestinos árabes que já viviam ali. "Assim, na década de 20, ocorreu uma grande migração de judeus para a Palestina".

Depois de 1933, com a ascensão do nazismo na Alemanha e o aumento das perseguições contra os judeus na Europa, a migração judaica para a região cresceu vertiginosamente. Os palestinos, por sua vez, resistiram a essa ocupação e os conflitos se agravaram. Após a Segunda Guerra Mundial e o fim do Holocausto, que levou ao extermínio de 6 milhões de judeus, a crescente demanda internacional pela criação de um estado israelense fez com que a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovasse, em 1947, um plano de partilha da Palestina em dois Estados: um judeu, ocupando 57% da área, e outro palestino (árabe), com o restante das terras. "Essa partilha, desigual em relação à ocupação histórica, desagradou os países árabes em geral", afirma Alexandre Hecker.

Em 1948, os ingleses finalmente desocuparam a região e os judeus fundaram, em 14 de maio, o Estado de Israel. Um dia depois, os árabes, insatisfeitos com a partilha, declaram guerra à nova nação, mas acabaram derrotados. "O conflito permitiu a Israel aumentar seu território para 75% das antigas terras palestinas: o restante foi anexado pela Transjordânia (a parte chamada Cisjordânia) e pelo Egito (a faixa de Gaza)", explica o professor. Em consequência disso, muitos palestinos refugiaram-se em Estados árabes vizinhos, enquanto boa parte permaneceu sob a autoridade israelense. "Outras guerras se sucederam por causa de fronteiras, com vantagens para Israel e sempre sem uma solução para o problema dos refugiados". Apesar de algumas tentativas de acordos e planos de paz, a situação atual ainda é de muito impasse, principalmente pelo fato de os palestinos, liderados pelo movimento radical islâmico Hamas, não reconhecerem o direito de existência de Israel. Na opinião de Alexandre, "a guerra entre palestinos e judeus só terá um fim quando for criado um Estado palestino que ocupe, de forma equitativa com Israel, a totalidade do território tal qual ele se apresentava em 1917".


A guerra entre Israel e Palestina.






1. Como o conflito começou?


O movimento sionista, que procurava criar um Estado para os judeus, ganhou força no início do século 20, incentivado pelo antissemitismo sofrido por judeus na Europa.

Naquele tempo, a região da Palestina, entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo, considerada sagrada para muçulmanos, judeus e católicos, pertencia ao Império Otomano e era ocupada, principalmente, por muçulmanos e outras comunidades árabes. Mas uma forte imigração judaica, alimentada por aspirações sionistas, começou a gerar resistência entre as comunidades locais.

Após a desintegração do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial, o Reino Unido recebeu um mandato da Liga das Nações para administrar o território da Palestina.

Mas, antes e durante a guerra, os britânicos fizeram várias promessas para os árabes e os judeus que não se cumpririam, entre outras razões, porque eles já tinham dividido o Oriente Médio com a França. Isso provocou um clima de tensão entre árabes e nacionalistas sionistas que acabou em confrontos entre grupos paramilitares judeus e árabes.

Depois da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto, aumentou a pressão pelo estabelecimento de um Estado judeu. O plano original previa a partilha do território controlado pelos britânicos entre judeus e palestinos.

Após a fundação de Israel, em 14 de maio de 1948, a tensão deixou de ser local para se tornar questão regional. No dia seguinte, Egito, Jordânia, Síria e Iraque invadiram o território. Foi a primeira guerra árabe-israelense, também conhecida pelos judeus como a guerra de independência ou de libertação. Depois da guerra, o território originalmente planejado pela Organização das Nações Unidas para um Estado árabe foi reduzido pela metade.

Para os palestinos, começava ali a , palavra em árabe para "destruição" ou "catástrofe": 750 mil palestinos fugiram para países vizinhos ou foram expulsos pelas tropas israelenses.

Mas 1948 não seria o último ano de confronto entre os dois povos. Em 1956, Israel enfrentou o Egito em uma crise motivada pelo Canal de Suez, mas o conflito foi definido fora do campo de batalha, com a confirmação pela ONU da soberania do Egito sobre o canal, após forte pressão internacional sobre Israel, França e Grã-Bretanha.

Em 1967, veio a batalha que mudaria definitivamente o cenário na região - a Guerra dos Seis Dias. Foi uma vitória esmagadora para Israel contra uma coalizão árabe. Após o conflito, Israel ocupou a Faixa de Gaza e a Península do Sinai, do Egito; a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) da Jordânia; e as Colinas de Golã, da Síria. Meio milhão de palestinos fugiram.

Israel e seus vizinhos voltaram a se enfrentar em 1973. A Guerra do Yom Kippur colocou Egito e Síria contra Israel numa tentativa dos árabes de recuperar os territórios ocupados em 1967.

Em 1979, o Egito se tornou o primeiro país árabe a chegar à paz com Israel, que desocupou a Península do Sinai. A Jordânia chegaria a um acordo de paz em 1994.



A Faixa de Gaza, devolvida gradualmente aos palestinos a partir de 1994, seria cenário de novos conflitos armados entre israelenses e palestinos em 2008, 2009, 2012 e 2014.



2. Por que Israel foi fundado no Oriente Médio?


A religião judaica diz que a área em que Israel foi fundado é a terra prometida por Deus ao primeiro patriarca, Abraão, e seus descendentes.

A região foi invadida pelos antigos assírios, babilônios, persas, macedônios e romanos. Roma foi o império que nomeou a região como Palestina e, sete décadas depois de Cristo, expulsou os judeus de suas terras depois de lutar contra os movimentos nacionalistas que buscavam independência.

Com o surgimento do Islã, no século 7 d.C., a Palestina foi ocupada pelos árabes e depois conquistada pelas cruzadas europeias. Em 1516, estabeleceu-se o domínio turco, que durou até a Primeira Guerra Mundial, quando o mandato britânico foi imposto.

A Comissão Especial das Nações Unidas para a Palestina disse em seu relatório à Assembleia Geral em 3 de setembro de 1947 que as razões para estabelecer um Estado judeu no Oriente Médio eram baseados em "argumentos com base em fontes bíblicas e históricas", na Declaração de Balfour de 1917 – em que o governo britânico se pôs favorável a um "lar nacional" para os judeus na Palestina – e no mandato britânico na Palestina.

Reconheceu-se a ligação histórica do povo judeu com a Palestina e as bases para a constituição de um Estado judeu na região.

Após o Holocausto nazista contra milhões de judeus na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, cresceu a pressão internacional para o reconhecimento de um Estado judeu.

Sem conseguir resolver a polarização entre o nacionalismo árabe e o sionismo, o governo britânico levou a questão à ONU.

Em 29 de novembro de 1947, a Assembleia Geral aprovou um plano de partilha da Palestina, que recomendou a criação de um Estado árabe independente e um Estado judeu e um regime especial para Jerusalém.

O plano foi aceito pelos israelenses mas não pelos árabes, que o viam como uma perda de seu território. Por isso, nunca foi implementado.

Um dia antes do fim do mandato britânico da Palestina, em 14 de maio de 1948, a Agência Judaica para Israel, representante dos judeus durante o mandato, declarou a independência do Estado de Israel.

No dia seguinte, Israel solicitou a adesão à ONU, condição que alcançou um ano depois. Hoje, 83% dos membros da ONU reconhecem Israel (160 de 192 membros).

3. Por que há dois territórios palestinos?


Relatório da Comissão Especial das Nações Unidas para a Palestina à Assembleia Geral, em 1947, recomendou que o Estado árabe incluiria a área oeste da região da Galileia, a região montanhosa de Samaria e Judeia com a exclusão da cidade de Jerusalém e a planície costeira de Isdud até a fronteira com o Egito.

Mas a divisão do território foi definida pela linha de armistício de 1949, estabelecida após a primeira guerra árabe-israelense.

Os dois territórios palestinos são a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) e a Faixa de Gaza. A distância entre eles é de cerca de 45 km de distância. A área é de 5.970 km2 e 365 km², respectivamente.


Originalmente ocupada por Israel, que ainda mantém o controle de sua fronteira, Gaza foi ocupada pelo Exército israelense na guerra de 1967 e foi desocupada apenas em 2005. O país, no entanto, mantém um bloqueio por ar, mar e terra que restringe a circulação de mercadorias, serviços e pessoas.

Gaza é atualmente controlada pelo Hamas, o principal grupo islâmico palestino que nunca reconheceu os acordos assinados entre Israel e outras facções palestinas.

A Cisjordânia é governada pela Autoridade Nacional Palestina, governo palestino reconhecido internacionalmente, cujo principal grupo, o Fatah, é laico.

4. Israelenses e palestinos nunca se aproximaram da paz?


Após a criação do Estado de Israel e o deslocamento de milhares de pessoas que perderam suas casas, o movimento nacionalista palestino começou a se reagrupar na Cisjordânia e em Gaza, controlados pela Jordânia e Egito, respectivamente, e nos campos de refugiados criados em outros países árabes.

Pouco antes da guerra de 1967, organizações palestinas como o Fatah, liderado por Yasser Arafat, formaram a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e lançaram operações contra Israel, primeiro a partir da Jordânia e, depois, do Líbano. Os ataques também incluíram alvos israelenses em solo europeu.

Em 1987, teve-se início o primeiro levante palestino contra a ocupação israelense. A violência se arrastou por anos e deixou centenas de mortos. Um dos efeitos da intifada foi a assinatura, entre a OLP e Israel em 1993, dos acordos de paz de Oslo, nos quais a organização palestina renunciou à "violência e ao terrorismo" e reconheceu o "direito" de Israel "de existir em paz e segurança", um reconhecimento que o Hamas nunca aceitou.

Após os acordos assinados em Oslo, foi criada a Autoridade Nacional Palestina, que representa os palestinos nos fóruns internacionais. O presidente é eleito por voto direto. Ele, por sua vez, escolhe um primeiro-ministro e os membros de seu gabinete. Suas autoridades civis e de segurança controlam áreas urbanas (zona A, segundo Oslo). Somente representantes civis – e não militares – governam áreas rurais (área B).

Jerusalém Oriental, considerada a capital histórica de palestinos, não está incluída neste acordo e é uma das questões mais polêmicas entre as partes.

Mas, em 2000, a violência voltou a se intensificar na região, e teve início a segunda intifada palestina. Desde então, israelenses e palestinos vivem num estado de tensão e conflito permanentes.

Em 30 de setembro de 2015, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, anunciou na 70ª Assembleia Geral da ONU que seu governo se deixaria de cumprir os Acordos de Oslo por causa dos repetidos descumprimentos de Israel.

"Declaramos que não podemos continuar obrigados legalmente por estes acordos assinados e que Israel deve assumir todas as suas responsabilidades como um poder ocupante, porque essa situação não pode continuar", diz Abbas.

5. Quais são os principais pontos de conflito?


A demora na criação de um Estado palestino independente, a construção de assentamentos israelenses na Cisjordânia e a barreira construída por Israel - condenada pelo Tribunal Internacional de Haia - complicam o andamento de um processo paz.

Mas estes não são os únicos obstáculos, como ficou claro no fracasso das últimas negociações de paz sérias, em Camp David, nos Estados Unidos, em 2000, quando o então presidente Bill Clinton não conseguiu chegar a um acordo entre Arafat e o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak.

As diferenças que parecem irreconciliáveis são:
Jerusalém: Israel reivindica soberania sobre a cidade inteira (sagrada para judeus, muçulmanos e cristãos) e afirma que a cidade é sua capital “eterna e indivisivel”, após ocupar Jerusalém Oriental em 1967. A reivindicação não é reconhecida internacionalmente. Os palestinos querem Jerusalém Oriental como sua capital.
Fronteiras: os palestinos exigem que seu futuro Estado seja delimitado pelas fronteiras anteriores a 4 de junho de 1967, antes do início da Guerra dos Seis Dias, o que incluiria Jerusalém Oriental, o que Israel rejeita.
Assentamentos: ilegais sob a lei internacional, construídos pelo governo israelense nos territórios ocupados após a guerra de 1967. Na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental há mais de meio milhão de colonos judeus.
Refugiados palestinos: os palestinos dizem que os refugiados (10,6 milhões, de acordo com a OLP, dos quais cerca de metade são registrados na ONU) têm o direito de voltar ao que é hoje Israel. Mas, para Israel, permitir o retorno destruiria sua identidade como um Estado judeu.

6. A Palestina é um país?


A ONU reconheceu a Palestina como um "Estado observador não membro" no final de 2012, deixando de ser apenas uma "entidade” observadora.

A mudança permitiu aos palestinos participar de debates da Assembleia Geral e melhorar as chances de filiação a agências da ONU e outros organismos.

Mas o voto não criou um Estado palestino. Um ano antes, os palestinos tentaram, mas não conseguiram, apoio suficiente no Conselho de Segurança.

Quase 70% dos membros da Assembleia Geral da ONU (134 de 192) reconhecem a Palestina como um Estado.

Em setembro de 2015, a maioria ampla votou por permitir que a bandeira palestina fosse hasteada diante da sede da organização. Só sete países se opuseram.

7. Por que os EUA são o principal parceiro de Israel? Quem apoia os palestinos?


A existência de um importante e poderoso lobby pró-Israel nos Estados Unidos e o fato da opinião pública ser frequentemente favorável a Israel faz ser praticamente impossível a um presidente americano retirar apoio a Israel.

De acordo com uma pesquisa encomendada em 2013 pela BBC em 22 países, os EUA foram o único país ocidental com opinião favorável a Israel, e o único país na pesquisa com uma maioria de avaliações positivas (51%).

Além disso, ambos os países são aliados militares: Israel é um dos maiores receptores de ajuda americana, grande parte destinada a subsídios para a compra de armas.

Palestinos não têm apoio aberto de nenhuma potência.

Na região, o Egito deixou de apoiar o Hamas, após a deposição pelo Exército do presidente islamita Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana – historicamente associada ao Hamas. Hoje em dia o Catar é o principal país que apoia o grupo palestino.

Apesar de a causa palestina gerar simpatia em muitos setores, isso não se traduz, em geral, em apoio formal.

Além disso, os atuais conflitos no Oriente Médio também distraíram a opinião pública internacional.

8. Por que estão se enfrentando agora?


Depois de um período de relativa tranquilidade, a violência entre as duas comunidades começou a escalar após confrontos em meados de setembro de 2015 na mesquita de Al-Aqsa, local sagrado para os muçulmanos em Jerusalém.

Os confrontos foram resultado de rumores sobre um suposto plano de Israel para modificar antigos acordos para a gestão do lugar.

Israel desmentiu os rumores, mas pouco depois disso, dois israelenses morreram na Cisjordânia por tiros disparados por palestinos.

Em seguida, teve início uma onda de esfaqueamentos e disparos que deixou dezenas de mortes de ambos os lados.

Após os incidentes, o governo israelense anunciou que as casas dos palestinos envolvidos nos ataques serão demolidas e que suas famílias perderão o direito de morar em Jerusalém.

As autoridades israelenses também estabeleceram postos de controle na saída de diversos bairros palestinos no leste de Jerusalém, os primeiros na cidade desde 1967.

Na última quarta-feira, palestinos e policiais israelenses se enfrentaram na cidade de Belém, na Cisjordânia, após o funeral de um homem palestino morto nos confrontos no dia anterior.

A violência se estendeu para a fronteira com Gaza.

9. Estamos à beira de uma nova ?


Na história do conflito, os palestinos organizaram dois grandes levantes contra Israel, na década de 1980 e no início dos anos 2000.

E com o processo de paz praticamente morto, muitos observadores se perguntam se esse não poderia ser o início de uma terceira .

Os ataques das últimas semanas, no entanto, não parecem particularmente organizados, mas um reflexo da crescente irritação, e até mesmo desespero, de alguns palestino.

E apesar de alguns grupos militantes terem comemorado os ataques, o líder palestino Mahmoud Abbas já afirmou que os palestino não estão interessados na escalada de violência.

Mas como explica Kevin Connolly, repórter da BBC em Jerusalém, a única verdade é que ninguém pode prever o que vai acontecer.

"O aumento repentino da violência nos últimos dias pode acabar também repentinamente ou pode provocar uma violência ainda maior", diz.

"El súbito aumento de la violencia en los últimos día puede acabar igual de repentinamente o puede dar pie a una violencia todavía mayor", dice Connolly.

10. O que falta para que haja uma oportunidade de paz duradoura?


Israelenses teriam de aceitar a criação de um Estado soberano para os palestinos, o fim do bloqueio à Faixa de Gaza e o término das restrições à circulação de pessoas e mercadorias nas três áreas que formariam o Estado palestino: Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza.

Grupos palestinos também precisariam renunciar à violência e reconhecer o Estado de Israel.

Além disso, eles teriam que chegar a acordos razoáveis sobre fronteiras, assentamentos e o retorno de refugiados.

No entanto, desde 1948, ano da criação do Estado de Israel, muitas coisas mudaram, especialmente a configuração dos territórios disputados após as guerras entre árabes e israelenses.

Para Israel, estes são fatos consumados, mas os palestinos insistem que as fronteiras a serem negociadas devem ser aquelas existentes antes da guerra de 1967.

Além disso, enquanto no campo militar as coisas estão cada vez mais incontroláveis na Faixa de Gaza, há uma espécie de guerra silenciosa na Cisjordânia, com a construção de assentamentos israelenses, o que reduz, de fato, o território palestino nestas áreas.

Mas talvez a questão mais complicada pelo seu simbolismo seja Jerusalém, a capital tanto para palestinos e israelenses.

Tanto a Autoridade Palestina, que governa a Cisjordânia, quanto o grupo Hamas, em Gaza, reivindicam a parte oriental como a capital de um futuro Estado palestino, apesar de Israel tê-la ocupado em 1967.

Um pacto definitivo nunca será possível sem resolver este ponto. Outros pontos poderiam ser negociados com concessões, mas não Jerusalém.

No momento, também não há nada que sugira um ressurgimento do processo de paz.

Na verdade, é difícil encontrar um momento da história recente em que tenham havido tão poucos esforços para encontrar uma solução para este antigo conflito.

E agora, poucos acreditam que o líder palestino Mahmoud Abbas e o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu façam as concessões necessárias para chegar a um acordo.

sábado, 10 de outubro de 2015

A Revolução Russa.


Observação: Apesar de não ser socialista e nem comunista, tenho uma grande afeição pela mãe Rússia e também pela antiga República Soviética. Em parte por ela (Rússia) ser um dos poucos países que tem capacidade de se opor ao porco capitalista, oportunista e expansionista que é o E.U.A e também por apreciar a cultura daquele país que, mesmo em tempo de dificuldades, ainda ostentam um senso de patriotismo sem igual e de ajuda mutua. Enfim, nesse artigo trataremos da Revolução Socialista Russa, um marco histórico que merece ser apreciado. Boa leitura!

Revolução Russa de 1917

A Revolução Russa de 1917 foi uma série de eventos políticos na Rússia, que, após a eliminação da autocracia russa, e depois do Governo Provisório (Duma), resultou no estabelecimento do poder soviético sob o controle do partido bolchevique. O resultado desse processo foi a criação da União Soviética, que durou até 1991.
No começo do século XX, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois 80% de sua economia estava concentrada no campo (produção de gêneros agrícolas). enquanto o mundo estava industrializado a Rússia ainda vivia um sistema feudal absolutista, o que influenciou negativamente em sua economia e em seu avanço tecnológico.

Rússia Czarista

Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos para manter a base do sistema czarista de Nicolau II. O czar governava a Rússia de forma absolutista, ou seja, concentrava poderes em suas mãos não abrindo espaço para a democracia. Mesmo os trabalhadores urbanos, que desfrutavam os poucos empregos da fraca indústria russa, viviam descontentes com o governo do czar.
No ano de 1905, Nicolau II mostra a cara violenta e repressiva de seu governo. No conhecido Domingo Sangrento, manda seu exército fuzilar milhares de manifestantes. Marinheiros do encouraçado Potenkim também foram reprimidos pelo czar.




Começava então a formação dos sovietes (organização de trabalhadores russos) sob a liderança de Lênin. Os bolcheviques começavam a preparar a revolução socialista na Rússia e a queda da monarquia.


A Revolução compreendeu duas fases distintas:

  • A Revolução de Fevereiro de 1917(março de 1917, pelo calendário ocidental), que derrubou a autocracia do Czar Nicolau II da Rússia, o último Czar a governar, e procurou estabelecer em seu lugar uma república de cunho liberal.

  • A Revolução de Outubro (novembro de 1917, pelo calendário ocidental), na qual o Partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lênin, derrubou o governo provisório e impôs o governo socialista soviético.





O Governo Provisório e o Soviete de Petrogrado

O Governo Provisório iniciou de imediato diversas reformas liberalizantes, inclusive a abolição da corporação policial e sua substituição por uma milícia popular. Mas os líderes bolcheviques, entre os quais estava Lenin, formaram os Sovietes (Conselhos) em Petrogrado e outras cidades, estabelecendo o que a historiografia, posteriormente, registraria como ‘duplo poder’: o Governo Provisório e os Sovietes.
Lenin foi o primeiro dirigente da URRS. Liderou os bolcheviques quando estes tomaram o poder do governo provisório russo, após a Revolução de Outubro de 1917 (esta sublevação ocorreu em 6 e 7 de novembro, segundo o calendário adotado em 1918; em conformidade com o calendário juliano, adotado na Rússia naquela época, a revolução eclodiu em outubro). Lenin acreditava que a revolução provocaria rebeliões socialistas em outros países do Ocidente.
Ao expor as chamadas Teses de abril, Lenin declarou que os bolcheviques não apoiariam o Governo Provisório, e pediu a união dos soldados numa frente que viesse pôr fim à guerra imperialista (I Guerra Mundial) e iniciasse a revolução proletária, em escala internacional, ideia que seria fortalecida com a propaganda de Leon Trotski. Enquanto isso, Alexandr Kerenski buscava fortalecer a moral das tropas.
No Congresso de Sovietes de toda a Rússia, realizado em 16 de junho, foi criado um órgão central para a organização dos Sovietes: o Comitê Executivo Central dos Sovietes que organizou, em Petrogrado, uma enorme manifestação, como demonstração de força.

O surgimento da U.R.S.S.


Foi em 1922 que se constituiu oficialmente a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Esta se formou como um grande país de dimensões continentais e reuniu Rússia, Ucrânia, Bielorrússia, Transcaucásia, Estônia, Lituânia, Letônia, Moldávia, Georgia, Armênia, Azerbaijão, Cazaquistão, Uzbequistão, Turcomenistão, Quirguizão e Tadjiquistão. O transcorrer da Primeira Guerra Mundial foi vital para o novo movimento revolucionário na Rússia e a formação de um grande país de cunho comunista.




União Soviética conheceu grande crescimento e, por se tratar de um país com bases comunistas, passou ilesa pela Crise de 1929 que abalou profundamente vários países capitalistas. Na Segunda Guerra Mundial, a União Soviética foi uma das grandes vencedoras, ao lado dos Estados Unidos. Os dois países foram os grandes ganhadores da guerra, entretanto um deles, Estados Unidos, defendia a ideologia capitalista, enquanto a União Soviética defendia a ideologia comunista. A polaridade entre os dois países dividiu o mundo em um novo confronto a partir de 1945, a Guerra Fria.
A Guerra Fria foi um confronto ideológico que colocou em choque as ideologias capitalistas e comunistas no mundo. Os líderes do capitalismo eram os Estados Unidos e do comunismo era a União Soviética. Como ambos os países, vencedores da Segunda Guerra Mundial, desfrutavam de armamento capaz de realizar uma mútua destruição, o confronto direto entre eles não ocorreu. Em lugar disso, vários conflitos surgiram no mundo tendo a influência e o apoio, militar e econômico, de tais países. O grande símbolo da Guerra Fria foi o Muro de Berlim, o qual cortou a cidade alemã de Berlim em lado ocidental e lado oriental, sendo ocidental capitalista e oriental comunista.
A União Soviética travou grande conflito com os Estados Unidos pela influência ideológica no mundo durante algumas décadas. No início da década de 1980, entretanto, a União Soviética já se mostrava desgastada e incapaz de se sustentar em sua ideologia. Seus produtos e estrutura política já estavam sucateados, várias medidas foram implantadas para tentar dar sobrevida ao sistema. A população já não estava mais satisfeita com as promessas comunistas e se revoltara contra as rígidas regras impostas pela União Soviética ao longo dos anos. Em 1989 foi derrubado o Muro de Berlim, símbolo da Guerra Fria. Muitos consideram a ocasião como o marco do fim do socialismo no mundo. A União Soviética, por sua vez, chegou ao fim em 1991 quando foi desmembrada em vários outros países.


E assim se desfez a U.R.R.S. uma República Comunista com uma boa ideologia, porém, não contava com aliados políticos e econômicos suficientes para se manter. O resultado foi um grande atraso tecnológico comparado aos países capitalistas ocidentais e a insatisfação do próprio povo com o sistema comunista que não conseguiu satisfazer todos os seus anseios. A queda do Muro de Berlim enfraqueceu o socialismo, a queda da União Soviética selou o fim desse sistema econômico.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

As consequências da Segunda Guerra Mundial.


Os acordos que deveriam dar fim aos conflitos da Primeira Guerra Mundial em especial o de versalhes (1914 – 1918) serviram para que um clima de rivalidades se agravasse ao longo do período do Entreguerras. A imposição de multas e sanções extremamente pesadas não conseguiu fazer com que o equilíbrio político real fosse alcançado entre as potências econômicas mundiais. Grosso modo, podemos afirmar que a Primeira Guerra pavimentou as possibilidades para a ocorrência de um novo conflito internacional.

Mesmo posando ao lado dos vencedores, a Itália saiu frustrada do conflito ao não receber os ganhos materiais que esperava. Na Alemanha, onde as mais pesadas sanções do Tratado de Versalhes foram instituídas, a economia viveu em franca decadência e os índices inflacionários alcançaram valores exorbitantes. Esse contexto de declínio e degradação acabou criando chances para que Itália e Alemanha fossem dominadas por regimes marcados pelo nacionalismo extremo e a franca expansão militar.


A Sociedade ou Liga das Nações, órgão internacional incumbido de manter a paz, não conseguiu cumprir seu papel. O Japão impôs um projeto expansionista que culminou com a ocupação da Manchúria. Os alemães passaram a descumprir paulatinamente as exigências impostas pelos Tratados de Versalhes e realizaram a ocupação da região da Renânia. Enquanto isso, os italianos aproveitaram da nova situação para realizar a invasão à Etiópia.
O equilíbrio almejado pelos países também foi impedido pela crise econômica que devastou o sistema capitalista no ano de 1929. Sem condições de impor seus interesses contra os alemães e italianos, as grandes nações europeias passaram a ceder espaço aos interesses dos governos totalitários. Aproveitando dessa situação, os regimes de Hitler e Mussolini incentivaram a expansão de uma indústria bélica que utilizou a Guerra Civil Espanhola como “palco de ensaios” para um novo conflito mundial.
Fortalecidas nessa nova conjuntura política, Itália, Alemanha e Japão começaram a engendrar os primeiros passos de uma guerra ainda mais sangrenta e devastadora. Por fim, o ano de 1939 seria o estopim de antigas disputas que não conseguiram ser superadas com o trágico saldo da Primeira Guerra.
Além dessas consequências, podem-se destacar outras, tais como:
§ Cerca de 9 milhões de pessoas morreram e mais de 20 milhões ficaram feridos;
§ Na Rússia, ocorreu a Revolução Socialista;
§ Início da revolução pela igualdade feminina, pois as mulheres assumiram os postos de trabalho porque todos os homens estavam na guerra;
§ A Europa entrou em declínio;
§ A América do Norte inicia sua ascensão com o crescimento dos Estados Unidos como uma grande potência;
§ O Império Turco-Otomano foi acusado de genocídio por terem dizimado a população armênia durante a guerra.
O que foi o Tratado de Versalhes
Assinado em 28 de junho de 1919, , pela República de Weimar, o Tratado de Versalhes foi um acordo de paz assinado pelos países europeus, após o final da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Neste Tratado, a Alemanha assumiu a responsabilidade pelo conflito mundial, comprometendo-se a cumprir uma série de exigências políticas, econômicas e militares. Estas exigências foram impostas à Alemanha pelas nações vencedoras da Primeira Guerra, principalmente Inglaterra e França. Em 10 de janeiro de 1920, a recém criada Liga das Nações (futura ONU) ratificou o Tratado de Versalhes.
Entre as exigências impostas à Alemanha pelo Tratado de Versalhes podem-se destacar:
- reconhecimento da independência da Áustria;
- devolução dos territórios da Alsácia-Lorena à França;
- devolução à Polônia das províncias de Posen e Prússia Ocidental;
- as cidades alemãs de Malmedy e Eupen passariam para o controle da Bélgica;
- a província do Sarre passaria para o controle da Liga das Nações por 15 anos;
- a região da Sonderjutlândia deveria ser devolvida à Dinamarca
- pagamento aos países vencedores, principalmente França e Inglaterra, uma indenização pelos prejuízos causados durante a guerra. Este valor foi estabelecido em 269 bilhões de marcos.
- proibição de funcionamento da aeronáutica alemã (Luftwaffe)
- a Alemanha deveria ter seu exército reduzido para, no máximo, cem mil soldados;
- proibição da fabricação de tanques e armamentos pesados;
- redução da marinha alemã para 15 mil marinheiros, seis navios de guerra e seis cruzadores;
O Tratado de Versalhes causou humilhação para os alemães e um consequente um sentimento de revanchismo e revolta entre a população, além de ter causado diversas crises, como a desvalorização de sua moeda, desemprego e inflação. Esses problemas internos que eles enfrentaram após o tratado contribuíram para sua queda e para o crescimento do nazismo e a ascensão de Adolf Hitler, rumos que levariam a Segunda Guerra Mundial.


Efeitos da 1° Guerra Mundial no Brasil
O país passava por um crescimento industrial; porém, com o início da guerra, o Brasil passou a investir menos nas indústrias. A produção teve uma expansão, mas elas sofriam com a falta de matérias-primas, máquinas e equipamentos importados. Com isso, o governo começou a incentivar o crescimento industrial para que ele se tornasse mais diversificado e esse incentivo continuou durante a década de 20.
Durante a guerra, o país se beneficiou oferecendo matérias-primas para os países que estavam em guerra. Produtos como café, cacau e açúcar eram enviados. Porém, o produto mais exportado nessa época foi a borracha.


Bibliografia:http://www.brasilescola.com/historiag/consequencias.htm
http://www.suapesquisa.com/pesquisa/tratado_de_versalhes.htm
http://primeira-guerra.info/mos/view/Consequ%C3%AAncias_da_Primeira_Guerra_Mundial/

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Os BLICS, a institucionalização dos emergentes.

   Quem são os BRICS? Para responder essa pergunta devemos voltar a 2001, quando os BRICS eram só BRIC e não passavam de apenas uma teoria de um grande economista chamado Jim O´Neil, Jim em 2001 conceituou pela primeira vez o acrônimo BRIC, que são as primeiras letras dos quatro maiores e mais promissores Estados emergentes segundo ele (Brasil, Rússia, Índia e China), segundo Jim esses quatro Estados emergentes tinham (E têm) grande potencial de crescimento econômico, na verdade Jim acreditava que em um período de no máximo 50 anos esses Estados seriam as maiores potências mundiais. Essa teoria de Jim ganhou força, e no ano de 2006, o grupo passou a ser um mecanismo internacional, quando o Brasil, Rússia, Índia e China decidiram dar um caráter diplomático a essa expressão na 61º Assembleia Geral das Nações Unidas. Veja que a Africa do Sul só entrou no grupo em 2011, a partir de então os BRIC passaram a ser conhecidos como os BRICS.
    

   Os BRICS recentemente fundaram o NBM (Novo Banco mundial) e pactuaram o Acordo Contingente de Reservas, sendo esses dois grandes passos para que a previsão de Jim se torne realidade mais cedo que o esperado. 
    O Acordo Contingente de Reservas tem como principal objetivo criar mais uma barreira de proteção financeira contra eventuais turbulências internacionais e ataques especulativos o Acordo pode ser visto, resumidamente, como um consórcio de reservas pelo qual os países membros se defendem de movimentos eventuais contra um deles, o que é bom tendo em vista as recentes flutuações das grandes bolsas, em especial a da China e a Dow Jones que repercutem nas demais bolsas mundiais, incluindo obviamente a Bovespa. 
   A iniciativa do Novo Banco de Desenvolvimento tem como ponto de partida a necessidade de novos recursos para projetos de desenvolvimento de interesse dos países do grupo BRICS e de outros com os quais se relacionam, tomando em consideração a limitação dos bancos multilaterais hoje existentes, como o Banco Mundial, que não libera muito facilmente capital para países emergentes.
   Os BRICS juntaram-se para criar algo novo sem o envolvimento dos EUA ou da Europa – mas isso não os torna anti-ocidentais por si só. Para o Brasil, a plataforma BRICS é uma maneira útil para facilitar a diversificação de suas parcerias e de se adaptar a uma ordem global mais multipolar. O Brasil não precisa mais escolher entre estar próximo dos Estados Unidos ou do mundo em desenvolvimento – ele deve ter fortes laços com ambas potências estabelecidas e emergentes. (Se bem que na opinião de quem vos fala, o Brasil deveria estreitar os laços com os Estados que constituem os BRICS, já que esses serão, sem dúvida alguma, as novas potencias mundiais até a metade desse século, VIVA OS BRICS!)


Dados interessantes:


   Os BRICS são responsáveis por 22% do PIB mundial e os Estados membros ostentam 46% da população mundial e 26% do território global. Rússia e Brasil são ricos em recursos naturais, China e Índia em mão de obra. A china já é considerada por alguns economistas a maior economia mundial (Vale lembrar que é uma corrente minoritária que a considera como tal).



Brasil

PIB (2012): US$ 2,246 trilhões
PIB per capita (2012): US$ 11.171
Desemprego (2012): 6,1%
População (2013): 201 milhões
Capital: Brasília
Moeda: Real

Rússia

PIB (2013): US$ 2,096 trilhões
PIB per capita (2013): US$ 14.604
Desemprego (2013): 5,5%
População (2013): 144 milhões
Capital: Moscou
Moeda: Rublo

Índia
PIB (2013): US$ 1,726 trilhão
PIB per capita (2013): US$ 1.418
Desemprego (2012-2013): 5,3%
População (2011): 1,211 bilhão
Capital: Nova Delhi
Moeda: Rúpia

China

PIB (2013): US$ 9,185 trilhões
PIB per capita (2013): US$ 6.768
Desemprego (2013): 4,1%
População (2013): 1,357 bilhão
Capital: Pequim
Moeda: Yuan

África do Sul

PIB (2012): US$ 382 bilhões
PIB per capita (2011): US$ 7.810
Desemprego (2012): 25,1%
População (2011): 52 milhões
Capital: Pretória
Moeda: Rand