*Princípio do Terceiro Excluído, segundo o professor da UFOP Desidério Murcho, no Dicionário Escolar de Filosofia:
Chama-se “princípio do terceiro excluído” à ideia de que, para qualquer afirmação P, é verdade que P ou não P. Ou seja: o princípio declara que não há uma terceira possibilidade, entre P e não P, seja qual for a afirmação. Por exemplo: relativamente à afirmação “Sócrates é alto”, só há estas duas alternativas: “Sócrates é alto” ou “Sócrates não é alto”. Quando uma lógica aceita o princípio do terceiro excluído significa que qualquer afirmação com a forma “P ou não P” será uma verdade lógica. Algumas lógicas modernas recusam este princípio, como é o caso da lógica intuicionista. Não se deve confundir o terceiro excluído com o princípio da bivalência: este último é a ideia de que só há dois valores de verdade e que todas as proposições têm um dos dois, e só um dos dois. A relação precisa entre o terceiro excluído e a bivalência é objecto de disputa filosófica. Não se deve também pensar que o terceiro excluído é de alguma maneira um AXIOMA da lógica clássica; na verdade, é um resultado, um ponto de chegada, e não um ponto de partida.
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